quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia no Rio de Janeiro


Um homem efetuou vários disparos contra alunos de uma escola municipal no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, matando ao menos dez pessoas na manhã desta quinta-feira. O atirador se suicidou em seguida.

O incidente ocorreu por volta de 8h da manhã na Escola Municipal Tasso da Silveira. A escola tem 400 alunos, entre 9 e 14 anos de idade.

Em entrevista ao canal de televisão GloboNews, o relações-públicas do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Evandro Bezerra, afirmou que, além dos dez mortos, outras 18 pessoas teriam sido feridas. Entre os mortos há nove meninas e um menino.

Anteriormente, os números divulgados eram de 13 mortos e 22 feridos, mas a informação oficial foi corrigida.

“A estatística não foi fechada, mas pode-se dizer que cerca de 30 crianças foram atingidas”, disse Bezerra.
Entre os feridos, muitos estariam em estado grave.

Os feridos estão sendo levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Nilópolis.

De acordo com informações da Polícia Militar, o atirador seria Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, um ex-aluno da escola.

Carta

O coronel Djalma Beltrami, comandante do 14° batalhão de Bangu, confirmou à Globonews que o ex-aluno Wellington deixou uma carta de despedida, segundo ele, “ilógica”.

Beltrami afirmou que Wellington chegou calmamente e conversou com professores, se apresentando como palestrante. Ele então começou a atirar.

Um dos alunos feridos chamou a polícia e, segundo Beltrami, a chegada do primeiro policial evitou o pior.

“Se esse policial não chega, a tragédia teria sido muito maior, ele (Wellington) tinha muita munição. ”

“Quando viu o policial, Wellington se suicidou”, disse ele.

Ele afirmou que o corpo de Wellington ainda está no local. Fora do colégio, há uma multidão de pais de alunos e curiosos.

Disparos

Uma funcionária da escola disse à rádio Band News que Wellington Menezes disparou cerca de cem tiros contra os alunos.

"Parecia que a escola estava caindo, parecia bomba. Uma professora saiu gritando, dizendo que tinha um homem atirando, mas ninguém acreditou. Depois saímos correndo. Foram de 50 a cem tiros, nunca vi coisa igual."

A mulher disse ainda que funcionários e alunos conseguiram sair pela garagem da escola e buscaram refúgio na casa de vizinhos.

O diretor da escola municipal disse à rádio CBN que Wellington Menezes havia visitado a escola há pouco tempo e conversado com professores.

BBC Brasil

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